O aumento da conectividade tem sido fundamental na transformação da forma como interagimos com a mídia e o entretenimento. Em todos os dispositivos e plataformas, os consumidores nunca tiveram experiências de mídia tão ricas ou personalizadas — exceto em seus carros.
Isso não quer dizer que a tecnologia automotiva esteja ultrapassada. Muito pelo contrário. Na verdade, a empresa de pesquisa de mercado Grand View Research estima que o mercado de sistemas de entretenimento a bordo crescerá de um valor de US$ 22,5 bilhões em 2024 a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 11,5% até 2030.
A desvantagem desse cenário é que a confiança do consumidor fica atrás dos investimentos que estão sendo realizados.
O estudo sobre o setor automotivo do Índice Americano de Satisfação (ASCI) de 2025, por exemplo, constatou que os consumidores classificam a tecnologia a bordo (incluindo os sistemas de infoentretenimento) em veículos do mercado de massa e de luxo atrás de todos os outros aspectos dos veículos, exceto garantias, autonomia e valor de revenda esperado. Os resultados da pesquisa APEAL da J.D. Power de 2025 foram semelhantes, com os consumidores citando dificuldades com configurações complexas e interfaces digitais — especialmente em modelos novos.
Tendo esse sentimento como pano de fundo, não é surpreendente que uma pesquisa recente daGracenote tenha revelado que a possibilidade deespelhar¹ seus smartphones na tela de entretenimento do painel do veículo seja um fator de decisão de compra mais importante do que os recursos do próprio sistema do painel.

Apesar da onipresença dos nossos smartphones, esses fiéis companheiros digitais não conseguem oferecer as experiências de mídia dentro do carro que os consumidores desejam. Eles podem proporcionar acesso a uma variedade de experiências de mídia, mas essas experiências ficam isoladas em aplicativos individuais e apenas um pequeno número delas pode ser espelhado na tela do carro. E, notavelmente, os motoristas querem mais do que apenas o que podem acessar em seus celulares. Entre os mercados, esse sentimento é mais forte na Coreia do Sul.
Da mesma forma que esperam de suas televisões conectadas, os consumidores estão interessados em experiências de entretenimento cuidadosamente selecionadas, recomendações personalizadas e a possibilidade de organizar todo o conteúdo disponível, independentemente de sua origem (por exemplo, AM/FM, podcasts, streaming de áudio).
Além de não conseguirem oferecer as experiências de mídia abrangentes e integradas que os motoristas desejam, os smartphones são difíceis de operar enquanto se dirige. Isso, somado ao fato de que mais da metade dos motoristas afirma nem sempre saber o que quer ouvir, pode levar à indiferença em relação à mídia no carro.
Apesar dos obstáculos, as montadoras têm uma grande oportunidade de oferecer as experiências de mídia personalizadas que os consumidores esperam, desenvolvendo soluções que aproveitem dados de entretenimento em áudio, esportes e vídeo.
Não só os dados da McKinsey de 2024 mostram que muitos consumidores trocariam de marca em busca de melhores experiências tecnológicas a bordo (55% na China, 39% na Alemanha, 38% nos EUA), como também uma pesquisa recente da Gracenoterevelou que melhores experiências a bordo poderiam influenciar as decisões de compra e leasing.
O desejo dos proprietários de veículos por um sistema de infoentretenimento de última geração é inegável.
Os motoristas não querem se preocupar com plataformas ou serviços específicos quando estão procurando conteúdo: eles só querem encontrá-lo e acessá-lo com facilidade. E, quando estão em busca de algo novo, a pesquisa e a descoberta tornam-se fluidas quando as experiências são personalizadas e sem limites. E quando as montadoras aproveitarem a oportunidade dessa proposta de valor, o veículo estará muito mais perto de se tornar o “terceiro espaço” que os motoristas desejam que ele seja.
O público da FAST tem 26,6% mais programas de notícias e 37,5% mais programas esportivos à sua disposição do que há um ano.
Os LLMs desempenharão um papel fundamental na descoberta de conteúdo, mas estratégias de IA bem-sucedidas não serão construídas apenas com modelos maiores.
Sem a devida base (grounding), as respostas dos LLMs sobre episódios de TV geralmente estarão incorretas.
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