A cultura moderna em muitos países está mais familiarizada com as questões de diversidade, equidade e inclusão do que no passado, mas a necessidade de progresso contínuo é sempre presente, especialmente para as pessoas LGBTQ+ em todo o mundo. A indústria global da mídia pode ajudar nessa frente, e muitas pessoas da comunidade LGBTQ+ esperam que ela se empenhe para promover mudanças e progresso.
Os desafios que as pessoas LGBTQ+ enfrentam variam de acordo com o país e a comunidade, mas a comunidade está cada vez mais voltada para a indústria da mídia, esperando que ela ofereça mais do que apenas novos programas inclusivos e representativos para assistir. De fato,uma pesquisa recente da Nielsen ¹ revelou que mais de um terço dos entrevistados LGBTQ+ em todo o mundo se sente à vontade com o fato de as marcas se dirigirem a eles como membros da comunidade LGBTQ+.
Diante de políticas discriminatórias, muitas vezes destinadas a marginalizar as pessoas LGBTQ+, esses consumidores esperam que as marcas assumam a liderança na promoção da inclusão. Entre os nove países incluídos na pesquisa que fundamentou este estudo recente, as comunidades LGBTQ+ do México e dos EUA são as que se sentem mais à vontade com campanhas inclusivas, já que mais da metade dos entrevistados LGBTQ+ desses países indicou estar aberta às mensagens das marcas.
De forma mais visível, a inclusão e o progresso são mais evidentes na TV e no cinema. Os apelos à inclusão vêm ganhando força de maneira constante, e a representatividade na tela e o conteúdo temático aumentaram significativamente nas últimas duas décadas. Mas ainda é necessário um impulso para promover histórias LGBTQ+ mais inclusivas na tela. Na verdade, o número de estreias de novos títulos dentro do gênero LGBTQ+ diminuiu de 50 títulos em 2020 para 36 títulos em20212.
O público LGBTQ+ considera os filmes, programas de TV e redes sociais como os conteúdos e canais mais inclusivos, com o streaming se destacando como o ambiente percebido como mais inclusivo. Globalmente, os entrevistados têm 10% mais chances do que a população em geral de considerar o vídeo por streaming como o tipo de conteúdo mais inclusivo. A presença de um personagem ou membro do elenco LGBTQ+ é um começo, mas o público também busca diversidade nos enredos, autenticidade nas experiências e conteúdo que inspire — uma variedade que as plataformas de streaming parecem oferecer de forma mais consistente.
De acordo coma análise mais recente da GLAAD, por exemplo, o número de personagens principais ou recorrentes LGBTQ+ em oito plataformas globais de streaming foi duas vezes e meia maior do que na programação das emissoras abertas e dos canais a cabo no horário nobre dos Estados Unidos.
No entanto, em termos gerais, ainda há muito trabalho a ser feito. Emborao siteGracenote Global Video Datatenha identificado817 mil títulos de vídeos distintosaté fevereiro de 2022, há pouco mais de 1.000 dentro do gênero relacionado à comunidade LGBTQ+.
O alcance geográfico dos títulos LGBTQ+ é ainda mais impressionante, já que mais de 30 idiomas estão representados, e 22% dos títulos foram desenvolvidos em idiomas diferentes do inglês. O francês (França e Canadá) e o alemão representam aproximadamente 4% cada, seguidos pelo conteúdo em espanhol, com quase 3%.

Do ponto de vista da produção, os EUA lideram na produção de conteúdo televisivo que inclui temas eenredos LGBTQ+³. Essa produção não apenas atende ao público que busca conteúdo representativo, mas o conteúdo financiado por publicidade oferece às marcas um meio de interagir com consumidores que estão abertos a que as marcas se relacionem com eles com base na orientação sexual e no gênero. De acordo como relatório “State of Play” d Nielsen, a programação sustentada por publicidade nos EUA proveniente de AVOD, MVPD e vMVPD representou 35% dos minutos de streaming durante o segundo semestre do ano passado.
Uma maior inclusão poderia levar a uma maior fidelidade por parte dos consumidores, já que um estudo sobre identidade e representação realizado em 2021 pela Nielsen revelou que mais de 40% dos entrevistados tendem a comprar produtos de marcas que anunciam em conteúdos que apresentam alguém de seu grupo de identidade.
Para obter mais informações, baixe nosso recenterelatório global sobre a comunidade LGBTQ+.
* Este artigo foi publicado originalmente no site www.nielsen.com.
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